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Quem trouxe Le Pen à 2ª volta?

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 30.04.17

 

 

Quem trouxe Le Pen à 2ª volta?

Quem financiou a sua campanha?

Quem criou as condições favoráveis à recepção e aceitação da sua mensagem repelente?

 

Financiamento: o foco de luz recai sobre a Rússia. Sem financiamento não teria sido possível montar aquela máquina de atrair revoltados saudosistas.

Condições favoráveis: os políticos convencionais e a própria UE.

Políticos convencionais: as ideologias políticas do séc. XX já não interpretam a realidade actual das vidas concretas. Serviram os interesses das elites políticas, financeiras e económicas e, enquanto houve recursos para distribuir por uma parte da população, aguentaram-se no poder intercalando no governo. Isto já não voltará a funcionar assim.

A UE: falhou em quase tudo no projecto europeu e agarra-se, teimosamente, à cultura financeira, à supremacia da finança sobre a economia. E é aqui que tenho de reconhecer a minha admiração pelo povo grego. Apesar de ter sido tratado pelas instituições europeias de forma inclassificável, escolheu permanecer na UE. E apesar das suas dificuldades económicas, ainda recebeu os refugiados nas suas ilhas e não consta que os queira expulsar. Os franceses que, comparativamente, só foram beliscados pela cultura financeira e pela austeridade, falam em sair da UE.

 

 

 

publicado às 09:44

Transplantados do séc. XIX para nos assombrar

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 08.04.17

 

 

As lideranças europeias não souberam lidar com o caso Dijsselbloem. Primeiro porque não perceberam a sua dimensão cultural, depois porque a sua perspectiva está formatada pela lógica financeira.

O que nos leva a perguntar: como é possível que ainda tenhamos de aturar, em lugares estratégicos para a possibilidade de reabilitar os valores europeus, indivíduos transplantados do séc. XIX? 

Não é uma questão de palavras, como disse o ainda presidente do Eurogrupo, é a cultura que está por trás, própria de um burguês do séc. XIX: vinho e mulheres.

Não é uma questão de palavras, porque voltou a repetir a palavra solidariedade com a definição subvertida, o que tornou a explicação ainda mais horrível do que a entrevista original. A arrogância está lá, eu tenho razão, as palavras é que não foram bem escolhidas.

 

A solidariedade não foi com os países intervencionados, foi com os grandes bancos, porque essa é a sua prioridade: a finança, a moeda.

Foi nisto, nesta lógica fundamentalista, nesta máquina metalizada, que se transformou a Europa das estrelinhas. A que os países e os seus cidadãos têm de se submeter. É isto que Dijsselbloem representa no Eurogrupo, os interesses dos grandes bancos e da moeda.

Enquanto a Europa das estrelinhas nos quiser assombrar com a sua cultura do passado bafiento de cofres fechados, não podemos construir o futuro.

O futuro já aqui está, outras regiões do globo já vivem e respiram a cultura da colaboração, mas a Europa das estrelinhas, que foi vanguardista noutras épocas, virou-se para o passado. 

 

 

 

publicado às 06:31

Não, nem todos somos preconceituosos

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 26.03.17

 

 

Uma frase que me incomodou, a propósito dos comentários televisivos sobre o preconceito cultural de Dijsselbloem: Todos somos xenófobos e preconceituosos. Depois de uns mimos sobre os holandeses que não vou repetir.

A sério? Somos todos xenófobos e preconceituosos? Não, nem todos somos xenófobos e preconceituosos.

Dos holandeses nas praias do Alentejo, que prefiro ao Algarve, guardei os sorrisos, a descontracção, a amabilidade. A simplicidade de quem aprecia a vida. E nisso não se distinguem das pessoas comuns de qualquer país europeu. Ou de qualquer região do planeta.

 

O preconceito cultural surge-nos mais frequentemente nas elites e nas instituições. Não nas pessoas comuns. A não ser que lhes repitam, nos discursos oficiais e nos media, que a culpa da austeridade (neste caso específico) é destes e daqueles por isto ou por aquilo.

Dijsselbloem transmite a cultura de uma instituição europeia que, cinicamente, passou a informação errada sobre a austeridade às populações que diz representar.

Dijsselbloem representa, na verdade, os interesses financeiros. De uma Europa que tem a lata de proteger, no seu próprio coração, fugas de capital e evasão fiscal.

É essa a grande mentira e cinismo que Dijsselbloem representa, embrulhada no preconceito cultural e no bullying político: culpabilizar as populações (dos países intervencionados), humilhar as populações (Grécia), e mantê-las no double bind, a aceitar continuar a alimentar a máquina financeira.

 

É esta a descodificação cultural que temos a responsabilidade de promover nos media e nas redes sociais. As pessoas comuns, as que foram sujeitas a esta inconcebível praga cultural, têm direito a respirar de novo e a apreciar a vida.

E os responsáveis europeus terão de se adaptar e depressa, se não querem desmantelar o melhor que a Europa nos pode trazer a todos: paz, segurança, prosperidade. Que só é possível em democracia e colaboração.

Dijselbloem não tem lugar nessa nova cultura europeia, mas tem uma carreira promissora no grande banco onde a crise financeira começou.

 

 

 

publicado às 12:47

A descodificação cultural no Prova dos 9 (TVI24)

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 25.03.17

 

 

Gosto de acompanhar o Prova dos 9 sobretudo pelo debate entre Fernando Rosas e Paulo Rangel. Silva Pereira aqui funciona como o moderado.

Onde é que entra aqui a descodificação cultural? A descodificação cultural como a capacidade adquirida pela experiência (de quem está receptivo a ouvir os outros e a aprender com a interacção), de identificar a mensagem de base e desmontar a agenda de discursos, acontecimentos, decisões políticas, financeiras, etc.

Podemos ser levados a pensar, por exemplo, que o debate aceso entre Fernando Rosas e Paulo Rangel se deve a pertencerem a famílias políticas diferentes. Na perspectiva de Paulo Rangel, isso verifica-se, pois tem uma atitude reactiva às afirmações de Fernando Rosas, ligando de imediato as suas opiniões à "extrema esquerda". Mas a análise de Fernando Rosas é a do investigador que procura ser objectivo, imparcial, distanciar-se do objecto de estudo para melhor o compreender.

Relativamente a Dijsselbloem, Fernando Rosas descodificou a mensagem, revelou tratar-se de uma ideologia neo-liberal que promoveu a austeridade nos países intervencionados sobre quem continua a exercer pressão psicológica baseada em preconceitos culturais, e identificou esta perspectiva austeritária na direita e numa parte da social-democracia europeias.

Esta análise parece-nos uma evidência. Compreende-se o desconforto de Paulo Rangel e até mesmo de Silva Pereira.

A social-democracia esvaziou-se na austeridade. É por isso que está a ser penalizada nas eleições. Os partidos ou movimentos que vão captar a atenção dos eleitores serão os que apresentarem uma perspectiva mais pragmática e eficaz, e terão de ser credíveis. Basear-se-ão em equipas e não numa liderança personalizada. 

 

 

 

publicado às 13:04

 

 

Não me admirava nada que o presidente do Eurogrupo, título pomposo para um funcionário da UE que preside a um grupo de ministros das finanças, já esteja na lista das persona non grata em todos os países do sul. Não me parece que possa vir a ser bem recebido se pensar em vir cá passar férias. :)

Para a personagem os povos do sul gastam dinheiro em copos e mulheres e depois vão pedir dinheiro emprestado aos do norte. Os do norte foram solidários blá blá blá... O simplório cultural, além de não perceber nada de finanças, também não nos conhece.

 

Na perspectiva de uma análise psicológica, trata-se de bullying político, violência verbal contra um bode expiatório de que se serve para confirmar o seu poder e influência e/ou para compensar uma frustração por ter visto o seu partido político encolher drasticamente nas eleições holandesas e/ou porque lhe está na natureza de sádico obsessivo.

 

Quando os próprios funcionários da UE são os transmissores de preconceitos culturais (e já não é o primeiro caso, já aconteceu com altos funcionários), a possibilidade de uma Europa unida, democrática, dinâmica, próspera, virada para o futuro, torna-se mais remota.

Neste caso, em que a personagem não foi eleita, penso que o mínimo que os responsáveis pela sua nomeação devem fazer é apeá-lo quanto antes. Que vá exercer a sua função de bullyer para um local onde não faça muitos estragos, olha por exemplo, o grande banco onde todas estas personagens acabam a sua carreira. :)

 

 

 

publicado às 20:19

Assédio moral contra os países do sul

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 05.07.16

Gostei de saber ontem, numa reportagem da TVI e numa entrevista a Isabel Moreira na TVI24, que o assédio moral foi recentemente criminalizado e integrado no crime mais amplo da perseguição.

Nesta criminalização já vamos com um atraso de uma década relativamente a outros países europeus, mas isto também se explica culturalmente. Não aturámos pacificamente o assédio moral do anterior governo?, dos discursos do anterior PM?, das conferências de imprensa de Gaspar e de Albuquerque?

Agora assistimos, nós e a Espanha, a uma pressão política ilegítima da CE e do Eurogrupo. A Espanha está em negociações para formar governo, Portugal tem um governo recente.


O assédio moral implica uma perseguição reiterada, é o que temos vindo a sofrer da CE e das intervenções dos comissários e do presidente do Eurogrupo, desde o início do novo governo. 

O assédio moral implica um agressor e uma vítima, uma relação de poder e dependência, força e fragilidade.

O assédio moral tem um objectivo, neste caso é político: um governo conservador na Espanha e uma mudança de governo em Portugal.

  

Esta demonstração de força da CE revela, na realidade, uma fraqueza: vendo-se impotente para lidar com o Brexit, uma ferida aberta no coração da UE, tenta mostrar a sua força onde pode bater, ou seja, nos mais fracos.

Já vimos o que fizeram ao povo grego, apesar do povo grego referendar a vontade de permanecer na UE. A humilhação que lhes foi infligida teve todos os ingredientes do assédio moral. E do double bind, estratégia de manipulação que anula e fragiliza.


Se a CE e o Eurogrupo continuarem nesta perseguição ilegítima, a quem podemos recorrer? Há algum mecanismo que nos possa defender? Exactamente, é este o perigo de estar integrado numa UE que não respeita as regras dos tratados (igualdade) nem tem a noção de equilíbrio, de colaboração e de oportunidade.

Uma comunidade pressupõe ainda a noção de bem comum. Ora, prejudicar Portugal e Espanha, assim como a Grécia, também é prejudicar os restantes países da zona euro.


Talvez o Brexit revele a resposta das populações esquecidas pela centralização do poder e pela globalização que agravou o desequilíbrio na distribuição dos recursos (aumento exponencial das desigualdades sociais).

 

 

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 20:18

 

 

E o Brexit continua a ser dramatizado nos canais informativos. Os media fazem o seu papel, uma agência de rating faz o seu papel, a CE faz o seu papel. As elites não gostam de referendos.

Jovens universitários urbanos e de classes privilegiadas estão revoltados com os que votaram Brexit, indiferentes ao seu futuro promissor na UE. Há até uma Petição a correr para comprometer a legitimidade democrática do resultado do referendo. 

As elites do futuro não conseguem pensar para além do seu egoismo. Na realidade, os jovens que poderiam argumentar a falta de solidariedade geracional são os jovens de escolaridade média que não conseguem entrar no mercado de trabalho.

 

Para compreender o resultado que assustou as elites, vamos analisar o perfil dos seus votantes. Apoio-me no Guardian: menor rendimento médio anual; classes sociais mais desfavorecidas; nível escolar mais baixo.

A faixa etária foi muito empolada, jovens vs reformados. No voto dos jovens verifica-se uma diferença entre os licenciados urbanos e os outros. O argumento da comparação da esperança de vida soou-me preocupante quando verbalizado por jovens que não querem perder as suas vantagens, esquecendo outros jovens que são mantidos à margem do mercado de trabalho, entenda-se, trabalho digno desse nome. 

 

Que elites se estão a formar na cultura europeia que não conseguem alargar a sua perspectiva a todos os seus conterrâneos? Já para não falar de todos os cidadãos europeus?

A cultura da UE não me parece, pois, uma cultura de futuro e com futuro. Pelo menos para os cidadãos europeus que têm sido esquecidos e maltratados. A cultura da colaboração inicial perdeu-se no caminho e o papel construtivo das elites também. 

 

Aqui analisei o Brexit na perspectiva cultural, de mudança profunda, de uma tendência de reequilíbrio local-global, indivíduos-instituições. A nível político e económico.

 

 

Post publicado n' As Coisas Essenciais.

 

 

publicado às 21:25

O que os nossos amigos gregos tiveram de suportar para conseguir passar a sua mensagem dentro da suposta união europeia...

Duas eleições e um referendo no espaço de 9 meses.

Um suspense infernal do Eurogrupo até ao último minuto.

Limitação de levantamentos diários no multibanco.

Prensados contra a parede para aceitar a fórmula falhada.

Instabilidade no parlamento, dissidências e clarificação.


A mensagem dos gregos: queremos continuar a pertencer à UE, manter-nos no euro, ter condições de uma economia equilibrada e saudável e de um futuro viável para os nossos filhos e netos.


A fórmula falhada que lhes foi imposta, assim como a todos os países intervencionados e aos outros países da eurozona em geral, considera as variáveis dos gregos impossíveis de contemplar. 

Pertencer à UE e à eurozona não permite uma economia equilibrada e saudável nem um futuro viável.

Pertencer à UE e à eurozona não permite sair da lógica financeira em que a economia serve para a alimentar.

Pertencer à UE e à eurozona não permite flexibilidade que respeite as diferenças e especificidades de cada país.

Pertencer à UE e à eurozona não permite qualquer tipo de negociação (ganha-ganha), só a capitulação (ganha-perde).


Os gregos são hoje a antecipação do que nos espera.

Os seus desafios de Hércules são os desafios que nos esperam.


A mensagem dos gregos está agora mais viva do que nunca: há um povo que acredita ser possível uma outra fórmula que conjuga o euro com crescimento económico equilibrado e sustentável.


Mesmo considerando os constrangimentos que o euro nos impõe, há outras fórmulas. Porque não debatê-las abertamente, saltando por cima das regras absurdas de tratados que aliás nunca foram respeitados? Porque não tentar desenhar e verificar cenários possíveis para os países da eurozona? Em colaboração e não em confronto e imposição? Respeitando as diferenças e especificidades de cada país? Com flexibilidade e rigor e não com rigidez?

 

 

 

 

 

 

publicado às 18:48

Os trunfos de Jerónimo (d' A Vida na Terra)

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 04.09.15

Jerónimo é o parlamentar que mais gosto de ouvir nos debates da AR e nas entrevistas aos diversos canais de televisão. O seu discurso pausado, olhando sempre de frente para o interlocutor, a sua ponderação e simplicidade, a inteligência prática nos argumentos, as expressões de sabedoria popular que utiliza, saber de experiência feito, levam-me sempre a ouvi-lo com atenção.


Jerónimo surpreende quem o interroga e quem assiste às entrevistas. Na entrevista de ontem à RTP Informação, por exemplo, sobre a acusação da cassete, percebemos que essa classificação não se lhe aplica. E descobrimos, com alguma perplexidade, que hoje ele é o único parlamentar que escapa a essa classificação.

Sou um filho da terra, é uma expressão poética, como poéticos são todos os genuinamente portugueses. O seu amor à sua terra e ao país é genuíno, verdadeiro.


Os seus trunfos, além dos já referidos, são a autenticidade e a maturidade. As pessoas respondem sempre à autenticidade. E percebem sempre a maturidade.


Uma das preocupações de Jerónimo é a defesa dos recursos nacionais, das áreas estratégicas, os motores de uma economia saudável. Economia que serve uma vida digna para os cidadãos. Vida digna que não terá hipótese se não se negociar a dívida, se não se aliviar o serviço da dívida: 10 mil milhões de euros por ano.  

É por isso que insiste na preparação de um plano B, no caso de falharem as negociações com os credores.  

  

A novidade da mensagem de Jerónimo é a insistência na possibilidade da CDU poder vir a colaborar na gestão do colectivo, isto é, passar de uma posição de equilíbrio parlamentar, a que se chama vulgarmente de oposição, para vir a integrar uma solução governativa. 

Esta possibilidade depende, como o próprio lembra, da distribuição dos deputados na AR. É que as legislativas, lembra, não é para eleger o primeiro-ministro, é para escolher os nossos representantes na AR, os deputados. 

 

Depois da entrevista fiquei a reflectir na resposta sobre o apelo do PS ao voto útil: Voto útil para quem? Para quem recebe ou para quem dá?

É que nunca tinha pensado nessa perspectiva, acreditam? O voto deve ser útil para quem o dá, evidentemente.

 

 

 

 

 

 

publicado às 14:22

A verdadeira dimensão da política (d' A Vida na Terra)

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 31.08.15

Por esta altura, caros Viajantes, já perceberam que a política é a área que mais me inspira. É que a política é muito mais do que a politiquice que nos rodeia.


Qual é a verdadeira dimensão da política? E o que é a verdadeira política?


A política é a gestão do colectivo e tudo o que a envolve, desde uma pequena comunidade, uma cidade, uma freguesia, até ao país, à Europa comunitária.

A política implica decisões que têm consequências no colectivo, na vida das pessoas e no seu futuro. 

As decisões são, pois, fundamentais e de grande responsabilidade. Seguem prioridades, que, por sua vez, seguem valores, uma ideia de comunidade, de organização social ideal, e implicam escolhas.


A nossa politiquice, seja a nível do país seja a nível da Europa comunitária, optou pela gestão financeira, colocar a economia a pedalar para a finança, e desequilibraram a organização social, a vida das pessoas e o seu futuro.

Agora vêm-nos falar de reequilíbrio social: reduzir as desigualdades sociais. Alguém acredita?

É que não é assim que se fazem as cousas. Ah, precisamos de um Gil Vicente para desfazer a nossa politiquice...


Quando ouvirem as propostas da coligação, à dimensão da politiquice e não da verdadeira política, reparem no formato do marketing (é uma lição sobre marketing), no seu colorido, no refrão (que se decora facilmente). Essa é a única mensagem válida: não é com vinagre que se apanham moscas.

Imaginem estas personagens que vão falar à universidade de Verão, a ensaiar ao espelho lá em casa, palavra por palavra, expressão facial, sorriso confiante, gestos convincentes. Reparem que são apenas personagens de uma série de televisão, cozinhada e enlatada previamente. E como as suas frases até têm deixas para a reacção do público (aqui é para rir, por exemplo).    


Quando se coloca a economia a pedalar para a finança, portanto, dependente da finança, está a fazer-se uma escolha de organização social e a arriscar as vidas das pessoas e o seu futuro num modelo em tudo instável e perigoso. Porque serão sempre as pessoas a pagar a factura no fim da linha.


Precisamos de uma nova cultura política, de uma nova gestão do colectivo, de novos modelos que procurem, desde o início, o equilíbrio. 

O equilíbrio está na génese do modelo, não é qualquer coisa que agora vamos fazer, umas medidas avulsas para enganar papalvos.


Precisamos igualmente de inventar uma nova economia, que não dependa da lógica selvagem, instável, desequilibrada da finança.

 

 

 

 

 

publicado às 18:32


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